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ARAPUTANGA: Prefeito pede que Tribunal de Contas faça auditoria para aferir a real situação do município

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 O prefeito de Araputanga, em exercício, Paulo Abrão encaminhou, ontem (01/09) via malote digital, ao Tribunal de Contas de Mato Grosso  Ofício 302/2015  pedindo auditoria nas contas e nas dívidas do Município. 

A tomada de decisão de encaminhar a representação de natureza externa ao TCE/MT, foi comunicada através do ofício 303/2015  ao novo Promotor de Justiça da Comarca de Araputanga, Sr. Saulo Pires de Andrade Martins.  

A reportagem da Folha teve acesso à cópia do documento. Em um trecho o prefeito declara que comunicou o Tribunal “A fim de aferir a real situação do município”.  

O "DIABO" É FEIO

A crendice popular leva para o entendimento que o diabo é tão feio quanto pintam. Usando paráfrase, o “diabo” das dívidas e das finanças pode realmente estar bem feio como a autoridade municipal tem dito.

AUDITORIA

A auditoria, se acontecer, conforme o previsto pode trazer à luz, a real condição financeira da Prefeitura, cujos serviços de péssima qualidade, tem levado à população experimentar o sentimento de indignação, nos últimos 31 meses; entre os principais problemas, além dos tão alegados contratos que teriam ‘arrasado’ com as finanças municipais, a questão da falta de água nas torneiras tem sido uma dor de cabeça para a gestão.  

CONTAS VÃO SURGINDO

Dois dias depois da posse o novo prefeito já havia informado à Redação da Folha que surgiu uma conta do fornecimento de pneus à gestão agora afastada.  

Tal conta já teria surgiu nas mãos do gestor, com ordem judicial para pagamento. O prefeito Paulo Abrão disse que não tinha conhecimento da aquisição dos pneus; o valor da nota supera a casa dos dezesseis mil reais.  

Ontem (01/09), logo pela manhã, o prefeito voltou a confirmar que “ A dívida só aumenta” ele disse que havia recebido mais uma notificação judicial de certa empresa prestadora de serviço cujos braçais varriam as ruas da cidade. O montante de R$375 mil, que a Justiça manda pagar ao credor, causa impacto no falido caixa municipal, justamente em dias de pagamento da folha funcional.